Acesso ao ensino superior em Portugal: guia completo 2026

Atlas Team

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4 de maio de 2026 · 20 min de leitura

Acesso ao ensino superior em Portugal: guia completo 2026

Se estás aqui, é porque queres entrar na universidade. E fazes bem em preparar-te a sério: o acesso ao ensino superior em Portugal não é complicado, mas é exigente nos detalhes. Um peso mal calculado, uma prova de ingresso errada ou uma data em falso podem deitar por terra um ano inteiro de trabalho.

Este guia é a versão que eu quis ter quando comecei a explicar este processo aos meus alunos há dez anos: claro, direto e orientado para quem quer resultados. Vais perceber como funciona o sistema, calcular a tua nota de candidatura, conhecer as vias alternativas (como a dos Maiores de 23 anos e o regime para estudantes internacionais) e acabar o artigo com um plano de ação.

Vamos a isto.

Como funciona o acesso ao ensino superior em Portugal

O acesso ao ensino superior público em Portugal é feito através de um concurso centralizado organizado pelo Instituto para o Ensino Superior (IES, I.P.) — o organismo que em 2025 sucedeu à antiga DGES (Direção-Geral do Ensino Superior) no âmbito da reforma da Administração Pública.

A ideia é simples: fazes uma candidatura, indicas até seis opções (pares instituição/curso) por ordem de preferência, e o sistema coloca-te no curso mais alto da tua lista em que tens nota suficiente. Não há "provas de admissão" separadas — a tua nota vem dos exames nacionais e da média do secundário.

Concurso nacional vs outras vias

O Concurso Nacional de Acesso é a via principal, mas não é a única. Dependendo do teu perfil, podes ter de seguir um caminho diferente:

  • Concurso Nacional de Acesso: ensino superior público, via regra geral.
  • Concurso Institucional: ensino superior privado (regras próprias de cada instituição).
  • Concursos Especiais: Maiores de 23 anos, Estudantes Internacionais, Titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), Titulares de curso superior.
  • Concursos de mudança: mudança de par instituição/curso, reingresso, transferência.

Quem se pode candidatar ao Concurso Nacional

Para concorrer pelo regime geral tens de cumprir quatro condições cumulativas:

  1. Ter concluído o 12.º ano (ou habilitação legalmente equivalente).
  2. Ter realizado, no ano ou nos quatro anos anteriores, os exames nacionais que o curso exige como provas de ingresso.
  3. Obter a classificação mínima exigida (na nota de candidatura e, em alguns casos, nas provas de ingresso).
  4. Cumprir pré-requisitos, se o curso os exigir (desporto, saúde, aptidão física, etc.).

Se não tens nacionalidade portuguesa ou de um Estado-Membro da UE, nem resides legalmente em Portugal há mais de 2 anos, vais pelo Concurso Especial para Estudantes Internacionais — explico a diferença mais à frente.

Quais são as vias de acesso ao ensino superior

Regime geral (12.º ano + exames nacionais)

É o caminho da maioria: acabas o secundário, fazes os exames nacionais que servem como provas de ingresso para o curso que queres, e concorres pelo Concurso Nacional. É o foco principal deste guia.

Maiores de 23 anos (M23)

Pensado para quem tem 23 anos ou mais (completados até 31 de dezembro do ano anterior ao das provas) e não é titular de habilitação de acesso ao ensino superior. Em vez de exames nacionais, realizas provas próprias organizadas por cada instituição — tipicamente uma prova escrita, uma análise de currículo e, às vezes, uma entrevista.

Pontos-chave do M23:

  • As provas são específicas de cada universidade. Candidatas-te diretamente à instituição.
  • A aprovação só vale para aquele par instituição/curso.
  • Por lei, no mínimo 5% das vagas de cada instituição são reservadas a este concurso.
  • Estudantes com estatuto de Estudante Internacional não podem concorrer por esta via.

Estudantes internacionais

Esta via destina-se a estudantes sem nacionalidade da UE/EEE que não residem legalmente em Portugal há mais de 2 anos. Ou seja: aplica-se a muitos brasileiros, angolanos, cabo-verdianos, ucranianos, etc.

Para brasileiros, a grande vantagem é que podes usar as notas do ENEM (realizado no ano ou nos 3-4 anos anteriores, dependendo da instituição) em vez de fazer exames portugueses. Precisas também de demonstrar domínio da língua portuguesa (nível B1, em algumas instituições B2).

⚠️ Atenção, se és brasileiro: se tens dupla nacionalidade (portuguesa ou de qualquer país da UE), ou se resides legalmente em Portugal há mais de 2 anos, não és considerado estudante internacional. Nesse caso, tens de concorrer pelo Concurso Nacional, com exames nacionais portugueses. Este é um erro comum que custa caro — verifica bem o teu estatuto antes de decidir a via.

Cursos profissionais e CTeSP

Quem conclui um curso profissional no secundário também pode concorrer pelo Concurso Nacional, mas o cálculo da classificação final é diferente (combina média do curso, prova de aptidão profissional e estágio). Continuas a precisar de fazer os exames nacionais como provas de ingresso se o curso os exigir.

Os titulares de CTeSP (Cursos Técnicos Superiores Profissionais) têm um concurso especial próprio, com vagas a crescer todos os anos.

Quais são os requisitos para entrar na universidade

Três requisitos, por esta ordem:

1) Conclusão do secundário

12.º ano concluído (qualquer curso — científico-humanístico, profissional ou equivalente estrangeiro reconhecido).

2) Provas de ingresso

Cada par instituição/curso fixa 1 a 3 provas de ingresso (com as novas regras que entram em vigor para 2026/2027, as instituições podem agora exigir apenas uma). São exames nacionais do ensino secundário que, no guia do IES (antiga DGES), aparecem identificados por códigos de grupo — por exemplo, 02 Biologia e Geologia, 07 Física e Química, 11 História, 16 Matemática (serve Matemática A e B), 18 Português. Há ainda outras provas frequentes (Geografia, Economia A, Geometria Descritiva A, Desenho A, MACS, etc.). Medicina é a grande exceção: por lei exige sempre três provas (Biologia e Geologia + Física e Química + Matemática).

As provas de ingresso têm validade de cinco anos — o ano da sua realização mais os quatro seguintes (Deliberação n.º 1043/2021). Se o exame é de 2022, vale para candidaturas até 2026 inclusive.

3) Nota mínima

Existem duas notas mínimas que podem ser exigidas:

  • Classificação mínima na prova de ingresso: cada instituição define. Muitas vezes é 95 pontos (na escala 0-200), mas pode ser 100 ou mais em cursos mais competitivos.
  • Classificação mínima na nota de candidatura: idem, varia por par instituição/curso.

Estas duas mínimas são independentes: podes ter nota suficiente numa e não ter na outra, e ficas fora. Verifica sempre as duas no guia de candidatura.

Como calcular a nota de candidatura ao ensino superior

Esta é a parte que costuma dar dores de cabeça. Vamos por partes.

A fórmula, passo a passo

A nota de candidatura (NC) é calculada assim:

NC = (CFES × peso A) + (PI × peso B) + (PR × peso C)

Em que:

  • CFES = Classificação Final do Ensino Secundário (escala 0-200)
  • PI = Classificação das Provas de Ingresso (escala 0-200, média ponderada se houver mais do que uma)
  • PR = Classificação dos Pré-Requisitos (apenas se exigidos)
  • peso A + peso B + peso C = 100%

Os pesos são definidos por cada instituição, dentro dos limites legais (atualizados para 2026/2027):

  • Peso A (secundário) — mínimo 40%
  • Peso B (provas de ingresso) — entre 45% e 60%
  • Peso C (pré-requisitos) — máximo 15%

Além disso, o peso das provas de ingresso nunca pode ser inferior ao peso do secundário. Na prática, os pesos mais comuns são 50/50, 55/45 ou 65/35 (secundário/provas).

Conversão de escalas

A classificação do secundário costuma aparecer-te em valores (0-20). Para a fórmula, usa-se a escala 0-200: multiplica por 10. Os exames nacionais já vêm em 0-200.

Exemplo: 17,5 valores no secundário → 175 pontos.

Quando há duas provas de ingresso

Se o curso exige duas provas, cada uma pesa 50% da componente PI, salvo se a instituição definir outra distribuição. Algumas faculdades atribuem pesos diferentes (por exemplo, 60% Biologia + 40% Física) — confirma sempre no guia do curso.

Exemplos práticos

Exemplo 1 — Engenharia Informática (fórmula 50/50, duas provas)

Curso que exige Matemática A (16) + Física e Química A (07).

  • Classificação final do secundário: 175 pontos (17,5 valores)
  • Exame Matemática A: 160
  • Exame Física e Química A: 145
  • Média das provas: (160 + 145) / 2 = 152,5

NC = 175 × 0,50 + 152,5 × 0,50 = 87,5 + 76,25 = 163,75 → 163,8 pontos

Exemplo 2 — Medicina (fórmula 50/50, três provas)

Medicina exige sempre três provas de ingresso por imposição legal: Biologia e Geologia (02) + Física e Química (07) + Matemática (16).

  • Classificação final do secundário: 185 (18,5 valores)
  • Biologia e Geologia: 175
  • Física e Química A: 170
  • Matemática: 180
  • Média das três provas: (175 + 170 + 180) / 3 = 175

NC = 185 × 0,50 + 175 × 0,50 = 92,5 + 87,5 = 180 pontos

Em 2025, a nota do último colocado em Medicina na FMUP (Porto) foi 185,3. Este candidato, com 180, ficaria à beira do corte — o que mostra bem como as décimas decidem tudo neste curso. Repara ainda que Medicina exige uma nota mínima de 140 pontos em cada prova de ingresso (não basta a média).

Exemplo 3 — Direito (fórmula 65/35, uma prova)

Curso que exige Português (18) ou História (11), à escolha.

  • Classificação final do secundário: 180 (18 valores)
  • Exame Português: 165

NC = 180 × 0,65 + 165 × 0,35 = 117 + 57,75 = 174,75 → 174,8 pontos

Repara como, no Direito, um secundário forte compensa (quase) tudo — o peso é 65%. No caso da Engenharia, os exames pesam mais. Conhecer a fórmula do teu curso-alvo é a primeira decisão estratégica que tens de tomar.


Ferramenta · atlasexam.com

Calcula a tua nota de candidatura ao ensino superior

Preenche os campos com as tuas notas (escala 0-200) e escolhe o peso do teu curso-alvo. Medicina exige três provas; a maioria dos cursos exige duas.

Classificação do secundário

Se tens em valores (0-20), multiplica por 10. Exemplo: 17,5 → 175.

Provas de ingresso

A maioria dos cursos exige duas. Desde janeiro de 2026, alguns aceitam apenas uma.

Medicina exige três provas: Biologia e Geologia, Física e Química e Matemática.

Fórmula do curso (secundário / provas)

Por lei: peso do secundário ≥ 40%, das provas de ingresso ≥ 45%. A soma dos dois deve ser 100% (ou 85% se houver pré-requisitos).

A tua nota de candidatura

/200

Preenche as tuas notas para começar.

Preparar os meus exames nacionais

🎯 Queres chegar aos 180+?

A diferença entre entrar ou não num curso competitivo decide-se, muitas vezes, em 10 ou 15 pontos no exame nacional. E esses pontos ganham-se com método: treinar as provas certas, conhecer os critérios de correção e trabalhar as competências que costumam falhar.

Na Atlas ajudamos-te a preparar exatamente as provas que o teu curso exige — com acompanhamento focado em resultados e materiais alinhados com os critérios oficiais.

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Quais são as provas de ingresso


O que são

As provas de ingresso são os exames nacionais do ensino secundário. Não há provas separadas para entrar na universidade — o mesmo exame que fazes no fim do 12.º ano serve para três coisas: concluir o secundário, subir (ou descer) a tua classificação final e funcionar como prova de ingresso para a candidatura.

Como escolher

A lógica é inversa à que muitos alunos seguem. Não decides "que exames vou fazer" e depois escolhes o curso. Fazes o contrário:

  1. Lista os cursos e instituições que te interessam.
  2. Verifica as provas de ingresso que cada par exige.
  3. Escolhe as disciplinas do secundário e os exames em função dessas provas.

Faz mais provas do que o estritamente necessário sempre que possível — dá-te flexibilidade para concorrer a cursos adicionais, e podes aproveitar o melhor resultado entre exames realizados em anos diferentes.

Provas mais pedidas por área

Medicina | 3 provas obrigatórias: Biologia e Geologia (02) + Física e Química A (07) + Matemática (16) Medicina Dentária, Farmácia | Biologia e Geologia (02) + Física e Química A (07) Engenharias | Matemática A (16) + Física e Química A (07)

Arquitetura | Matemática A (16) + Desenho A ou Geometria Descritiva A Direito | Português (18) e/ou História (11) Gestão, Economia | Matemática A (16) ou Economia A Psicologia | Biologia e Geologia (02) ou Matemática Aplicada às Ciências Sociais + Português (18) Enfermagem | Biologia e Geologia (02) + Física e Química A (07) ou Matemática A (16) Ciências da Comunicação | Português (18) + Filosofia / História / Geografia (à escolha)

Classificação mínima na prova

Muitas instituições exigem um mínimo (frequentemente 95 pontos, às vezes mais) em cada prova de ingresso, independentemente da tua nota global. Se levas 160 num exame e 90 no outro, mesmo que a média seja boa, ficas fora se a nota mínima exigida for 95.

Calendário de candidaturas ao ensino superior 2026

Os prazos oficiais do IES só ficam fechados a poucas semanas do arranque, mas o esqueleto do calendário repete-se quase ponto por ponto todos os anos. Aqui fica a tua referência:

  • Exames nacionais — 1.ª fase | Junho
  • Exames nacionais — 2.ª fase | Julho
  • Afixação de resultados dos exames | Julho
  • 1.ª fase da candidatura ao superior | Meados de julho a princípio de agosto
  • Resultados da 1.ª fase | Final de julho / início de agosto
  • Matrícula após 1.ª fase | Início de agosto
  • 2.ª fase da candidatura | Agosto — setembro
  • Resultados da 2.ª fase | Setembro
  • 3.ª fase da candidatura | Setembro — outubro

⚠️ Atenção à regra das fases: se concorres a uma fase seguinte e ficas colocado, a colocação anterior é automaticamente anulada e não podes voltar atrás. Só faz sentido concorrer a fases seguintes se o objetivo for melhorar a colocação — nunca por mera curiosidade.

Onde fazer a candidatura

Há duas plataformas envolvidas no processo — é importante não as confundires:

  • PIEPE (Plataforma de Inscrição Eletrónica em Provas e Exames), gerida pelo Júri Nacional de Exames: É onde te inscreves nos exames nacionais, pedes a Ficha ENES e certificas o pedido de senha para a candidatura.
  • Plataforma de Candidatura Online do IES (antiga DGES, em www.dges.gov.pt): É onde pedes a senha de acesso e, depois, submetes a candidatura propriamente dita com as tuas 6 opções.

O fluxo é:

1) pedes a senha no site do IES → 2) certificas o pedido via PIEPE ou na escola/GAES → 3) recebes a senha por e-mail → 4) entras na plataforma do IES com essa senha para submeter a candidatura.

Precisas ainda de:

  • Ficha ENES com as tuas classificações (emitida pela escola após os exames)
  • Cartão de cidadão
  • Senha de acesso

Como fazer a candidatura passo a passo

1. Pede a senha

Ao longo do ano letivo tens de pedir a senha no site do IES (ainda em www.dges.gov.pt). Recebes um recibo, que depois tens de certificar — via PIEPE ou presencialmente na tua escola secundária / GAES. Sem este passo não há senha; sem senha não há candidatura.

2. Regista-te e preenche a candidatura

Depois de entrares com a senha, preenches os dados, escolhes as 6 opções (pares instituição/curso) e ordenas por preferência. A 1.ª é a que queres mais.

3. Paga a taxa

Há uma taxa de candidatura (valor baixo, habitualmente pago por referência multibanco).

4. Submete (e guarda o comprovativo)

Só ficas oficialmente candidato depois de submeteres a candidatura. Guarda o comprovativo em PDF.

Erros comuns (que vi dezenas de vezes)

  • Ordenar mal as opções. Se pões uma escolha "segura" em 1.º e um sonho em 6.º, podes ser colocado na segura e nunca saber se chegavas à de sonho.
  • Esquecer-te de que a fórmula muda entre instituições. O mesmo curso em Lisboa e no Porto pode ter pesos diferentes — logo, a tua NC muda.
  • Assumir que o exame dá para todos os cursos. Se fizeste Biologia mas não Física, não concorres a cursos que exigem as duas.
  • Não verificar pré-requisitos. Certos cursos (Desporto, Medicina Dentária, Enfermagem, cursos militares, artes) pedem provas físicas, médicas ou vocacionais que têm de ser feitas antes do Concurso Nacional.
  • Submeter no último dia. O portal fica lento nas últimas horas. Faz com pelo menos 48h de margem.

É possível entrar na universidade sem exames nacionais?


A resposta curta é: depende da via. Sim e não.

  • Concurso Nacional (regime geral): não. Precisas dos exames como provas de ingresso.
  • Maiores de 23 anos: sim (fazes provas próprias da universidade).
  • Estudantes Internacionais: não fazes exames portugueses. Usas ENEM (Brasil), Gaokao (China), ou exames homólogos do teu país.
  • Concurso Especial para Titulares de CTeSP: entras pelo percurso profissional, sem necessidade de novos exames nacionais.
  • Concursos para Titulares de curso superior: se já tens uma licenciatura ou equivalente, podes concorrer a outra sem exames.
  • Universidade Aberta: tem regras próprias (ensino à distância) e um M23 adaptado.

Resumindo: só o regime geral obriga a exames nacionais. Todas as restantes vias têm formas alternativas de avaliação.

Dicas para aumentares as hipóteses de entrar no curso desejado

Dez anos a preparar alunos ensinaram-me uma coisa: quem entra em cursos competitivos não é sempre quem é "mais inteligente". É quem se organiza melhor. Aqui ficam os 8 princípios que recomendo a todos os meus alunos:

  1. Decide o curso o mais cedo possível — idealmente no 10.º ano. A escolha das disciplinas do secundário define os exames que podes (e não podes) fazer.
  2. Faz mais exames do que o mínimo. Se o teu curso-alvo pede 2 provas, faz 3 ou 4 se possível. Ganhas flexibilidade e a hipótese de descartar o pior resultado.
  3. Conhece a fórmula exata do curso-alvo. Um curso com fórmula 65/35 recompensa quem investe no secundário; um com 50/50 recompensa os exames. A estratégia muda tudo.
  4. Cuida da nota interna desde o 10.º ano. Com peso mínimo de 40%, um secundário forte é metade do caminho.
  5. Treina com provas oficiais de anos anteriores. O formato, os critérios e o estilo repetem-se. Fazer 20 exames antigos é um dos atalhos mais subvalorizados.
  6. Aponta para uma nota mínima realista — e depois acima. Se o curso entrou no ano passado com 175, precisas de pelo menos 180 para ter segurança.
  7. Ordena as 6 opções com estratégia "1-2-3": 1-2 sonhos (notas no limite), 2-3 realistas (notas acima do corte do ano passado), 1-2 seguras (notas bastante acima).
  8. Usa o simulador do IES para testar cenários antes da candidatura final.

🚀 E como acompanhar tudo isto?

Se tens noção de que precisas de apoio para subir a nota dos exames nacionais, não esperes pelo 12.º ano para começar. Os três meses antes dos exames são para afinar, não para aprender matéria.

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Conclusão

O acesso ao ensino superior em Portugal não é uma loteria, é um sistema com regras claras. Quem as conhece e planeia, entra. Quem chega ao 12.º sem saber o que é uma fórmula de cálculo ou uma prova de ingresso, joga à sorte.

Três coisas para levares deste guia:

  1. Escolhe o curso primeiro, as disciplinas e exames depois.
  2. Conhece a fórmula do teu curso-alvo e usa-a para definir a estratégia.
  3. Calendariza as candidaturas e não deixes nada para a última semana.

Se fizeres estas três bem, já estás à frente de 70% dos candidatos. O resto é trabalho — e para essa parte, estamos aqui para te ajudar.

Boa sorte. Vemo-nos do outro lado. 🎓

Perguntas frequentes (FAQs)

Como funciona o acesso ao ensino superior em Portugal?

Através de um concurso nacional centralizado gerido pelo IES (antiga DGES). Candidatas-te com até 6 opções ordenadas por preferência; o sistema coloca-te no curso mais alto da tua lista em que tens nota suficiente. A tua nota combina classificação do secundário e dos exames nacionais (provas de ingresso).

Como calcular a nota de candidatura ao ensino superior?

A fórmula é: (Classificação final do secundário × peso A) + (Média das provas de ingresso × peso B) + (Pré-requisitos × peso C, se aplicável). O peso do secundário é no mínimo 40%, o das provas de ingresso no mínimo 45%, e o dos pré-requisitos no máximo 15%. Os pesos específicos são definidos por cada curso/instituição.

Quais são as provas de ingresso mais pedidas?

Matemática A, Biologia e Geologia, Física e Química A, Português, História, Geografia, Economia A, Desenho A e Geometria Descritiva A — consoante a área. Medicina, nas principais faculdades (FMUP, Nova, UCP, Coimbra, Lisboa), exige três provas: Biologia e Geologia + Física e Química + Matemática. Engenharias pedem Matemática + Física e Química; Direito pede Português e/ou História.

Quando são as candidaturas ao ensino superior 2026?

A 1.ª fase decorre tipicamente em julho-agosto de 2026, a 2.ª fase em agosto-setembro, e a 3.ª fase em setembro-outubro. As datas exatas são publicadas pelo IES no início do ano e devem ser consultadas no portal oficial.

Posso entrar na universidade sem exames nacionais?

Pelo regime geral, não — os exames funcionam como provas de ingresso. Mas há vias alternativas: Maiores de 23 anos (com provas próprias da universidade), Estudantes Internacionais (com ENEM ou exames homólogos), titulares de CTeSP, e titulares de curso superior.

Como funciona o acesso ao ensino superior para estudantes brasileiros?

Depende do estatuto. Se tens dupla nacionalidade portuguesa/UE ou resides legalmente em Portugal há mais de 2 anos, concorres pelo Concurso Nacional (com exames portugueses). Caso contrário, concorres pelo Concurso Especial para Estudantes Internacionais, organizado por cada universidade, onde podes usar o ENEM (realizado nos 3 a 4 anos anteriores à candidatura, conforme a instituição — Lisboa costuma aceitar 3 anos, Porto e Minho até 4 anos) e tens de demonstrar domínio da língua portuguesa (nível B1, em algumas faculdades B2).

Última atualização: 2026. Este artigo tem fins informativos. As regras exatas são publicadas anualmente pelo IES (antiga DGES) e pelas próprias instituições de ensino superior — confirma sempre no portal oficial antes de submeter a candidatura.

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